Teste de Fit cultural: Descubra se você possui fit cultural para trabalhar em uma startup

Poder trabalhar em uma startup tem enchido os olhos de muitos jovens por aí. Mas para garantir a sua vaga é preciso entender se você tem o fit cultural certo. Selecionamos 10 perguntas para um teste fit cultural que pode dizer muito sobre o seu perfil profissional. E, além disso, se segue o caminho certo ao procurar por uma vaga em uma startup.

IMPORTANTE: É essencial que você faça o teste fit cultural primeiro. Só depois leia abaixo e entenda profundamente cada uma das questões apresentadas. Assim, você responderá o teste fit cultural com muito mais chance de ser o que realmente pensa. Só depois, dependendo do que o teste apontar, leia abaixo e entenda o motivo do seu perfil se encaixar ou não em uma startup.

Teste fit cultural

As perguntas que selecionamos são baseadas nas vivências do dia a dia dentro de uma startup. É importante lembrar que não existe uma “cultura de startup” única. Cada uma possui o seu modo de ver o mundo e de trabalhar. Juntamos aqui questões mais genéricas e que podem te ajudar a entender se você tem o fit cultural para trabalhar em uma empresa assim.

TESTE FIT CULTURAL

O que mais te chama a atenção em uma vaga para trabalhar em uma startup?

a) A forma horizontal da empresa e os horários flexíveis.
b) A mesa de pingue-pongue e o happy hour na sexta-feira.

A cultura de uma startup não se resume à mesa de pingue-pongue, a piscina ou a cerveja na sexta-feira. Não é nada disso. Muitas pessoas se enganam neste ponto.  Quando entrevistamos a Emília Chagas, da Contentools, ela ressaltou que o que “define a cultura da empresa, é a gestão. O que define é o ritmo, é a execução”. (Ouça aqui).

Por isso, a procura de uma vaga apenas pelo que ela pode oferecer neste sentido, chega a perder o significado. A forma horizontal e os horários flexíveis são realidades nas diversas startups do país. Isso mostra uma nova forma de trabalhar dentro das empresas. Onde o funcionário possui mais autonomia para seguir suas tarefas e, claro, fazer seus horários da forma como achar melhor.

O que você procura em uma vaga em uma startup?

a) Estabilidade e algo que se destaque em meu currículo.
b) Poder trabalhar com um projeto inovador e aprender muito com isso.

A primeira resposta pode estar bem equivocada. Muitas das startups fracassam no início e a estabilidade pode ficar de lado. Afinal, a qualquer momento, o trabalho para o qual você foi contratado pode acabar e você, por não ter mais uma função, pode ser demitido.

Outro detalhe é a rotatividade. Por ser um emprego que chame a atenção dos jovens, pode carregar uma entrada e saída de funcionários muito grande.. Isso pode acontecer  por causa das características da geração, até o não fit cultural do novo empregado à startup.

Além disso, muitas delas são desconhecidas no mercado. E isso não carrega muitos “Pom poms” para o seu currículo.

Quando participa da execução de um projeto você:

a) Gosta de seguir ordens e não impõe muito a sua opinião.
b) Gosta de acompanhar todo o andamento, dar sugestões e acaba liderando a equipe.

Em uma startup normalmente você trabalhará com poucas pessoas. O que faz com que os projetos sejam ainda mais próximos de você. Isso permitirá dar opiniões, propor novos desafios e, claro, até liderar uma equipe. Sem essa proatividade, fica difícil conseguir se manter muito tempo dentro de uma startup.

Na hora de se candidatar a uma vaga você olha:

a) Se você tem conhecimento ou se interessa pela área da vaga.
b) Se o curso que faz na faculdade combina com a vaga.

Em uma startup, acredite ou não, o currículo e diploma não chegam a importar tanto. É fácil encontrar alguém formado em Letras que trabalhe com Marketing Digital, por exemplo. Ambos são voltados para a escrita, mas são áreas que, apesar de serem diferentes, possuem habilidades em comum. Isso também acontece quando a área ao qual o candidato se destina é nova no mercado. Assim, não há alguém que já venha “pronto” apenas para trabalhar. Com isso, a startup ganha muito mais aplicando a educação continuada e ensinando aos colaboradores o que precisam saber.

Contratação e diploma

Acredite ou não, na primeira entrevista do AioCast o Gabriel Senra, fundador da Linte, confessou que não lê currículo. “Eu, quando eu vou contratar alguém, olho muito mais o tipo de protagonismo que ela teve sobre a vida. Se ela foi parar ali por decisão dela, porque ela conquistou as coisas que ela quis. Ou se ela veio boiando na vida, falando sim ao acaso e acabou sentada na mesa para conversar comigo”. (Ouça aqui) Com isso, é possível entender como o fit cultural é importante no processo de contratação. “Assim, para mim o currículo da pessoa diz muito mais sobre a habilidade dela de fazer currículo, de passar em determinados processos seletivos, do que sobre a atividade dela”, completou.

Imagine que atualmente na Contentools existem pessoas que estão na faculdade, e trabalham como estagiários, pessoas que “droparam”, que não terminaram a gradação, tanto quanto pessoas que já possuem doutorado. Então, existe um grupo de colaboradores muito diversificado. Segundo a CEO e co-fundadora da startup,  Emília Chagas,“o fator decisivo para a contratação nunca é o diploma em nenhum desses casos. Nunca é o curso que eu estou fazendo também”. (Ouça aqui)

Por isso, se tratando de uma startup é comum alguém ser contratado porque seus valores, seu jeito e modo de ver a vida combinam com o código de cultura do local.

Educação continuada em startups

Já em relação ao processo de educação continuada, o que acontece no Outbound Marketing já foi testado algumas vezes. “Ele começou sendo um treinamento de um mês depois a gente baixou ele para duas semanas. Hoje em dia a gente faz um treinamento onde o profissional começa a operacionalizar em três dias. E a partir daí ele vai evoluindo em termos de resultados”, explicou o co-fundador do Outbound Marketing em entrevista ao AioCast. (Ouça aqui).

Na Hotmart, por exemplo, o que acompanha essa educação continuada são os mantras. É a partir deles que o CEO e co-fundador, JP, consegue coordenar as escolhas dos colaboradores. E também fazer com que o Culture code seja ainda mais efetivo. “No meu quadro de cultura tem lá, ‘otimize velocidade e qualidade antes de custo’. O que eu quero é que todos os meus líderes saibam que eu penso dessa forma. Eu quero que eles saibam que se eles tiverem que decidir entre essas três coisas eu quero que eles decidam por velocidade e qualidade antes de decidir por custo”. (Ouça aqui)

TESTE FIT CULTURAL

Você precisa de uma ferramenta que a startup ainda não possui por falta de investimento. Você:

a) Pede para que se invista naquilo e só começa a fazer quando a nova ferramenta chega.
b) Tenta utilizar as ferramentas que já possui disponíveis.

É preciso notar que muitas startups ainda estão em fase de crescimento. Isso pode sim trazer algumas dificuldades, principalmente na questão das ferramentas necessárias para acompanhar as novas tecnologias.

Nem sempre será possível ter tudo, mesmo que esse, pode ter certeza, seja um desejo da startup. Por isso, muitas vezes você terá que utilizar ferramentas que já estão disponíveis para contornar as situações. Então, deixe a criatividade fluir mesmo. E mostre que é capaz de fazer muito com pouco.

Já comentamos aqui no blog do Aio sobre a seguinte citação do filósofo Mário Sérgio Cortella: “Não é o melhor do mundo. É o teu melhor na condição que você tem enquanto não tem condições melhores para fazer melhor ainda.” Essa dá para levar para a vida, em?

Como você age normalmente no trabalho:

a) Você cumpre as tarefas que o chefe dá, ainda que ele não esteja, da forma mais simples. Quando acaba, aproveita para ir embora mais cedo.
b) Você cumpre suas tarefas independente da presença do chefe, não precisa dele em cima para ser produtivo.
c) Você faz seu trabalho quando o chefe está presente, mas quando você está sozinho aproveita para ler as notícias e atualizar as redes sociais.

Essa pode ser uma dúvida marcante. É claro que no dia a dia o seu chefe pode dar alguma tarefa diferente da usual para que você faça. Mas, normalmente, é compreensível que você já saiba o que deve fazer hoje e qual o próximo passo a seguir. Algo que auxilia muito nisso é o Trello, por exemplo, onde você pode acrescentar tudo o que precisa dentro dele e ampliar ainda mais a visão de qual seria esse próximo passo.

Mais do que esperar alguma demanda vir do chefe, é importante que o próprio colaborador teste e tente entender a necessidade do produto para o qual trabalha. Compreender isso será fundamental para que conheça o próximo passo a seguir. E tenha a proatividade para testar algo novo.

Na hora de cumprir metas você:

a) Se sente desafiado e motivado para cumpri-las.
b) Não gosta muito e sempre deixa para última hora ou pensa em fazer só quando o seu chefe te questionar sobre elas.

O dia a dia em uma startup precisa de metas. Você trabalha com elas o tempo inteiro, seja para alcançar o número de vendas que precisa, de visualizações em conteúdos ou até de novos leads. Se as próprias metas não te estimulem a correr atrás e precise de um empurrãozinho do seu chefe, talvez precise rever a situação.

Mostrar que consegue gerar resultados bons é uma forma de demonstrar o quanto o que você faz gera resultado. Bater metas pode ser um ótimo modo de exibir isso. E, claro, para algumas pessoas, se torna um desafio divertido de alcançar.

Além disso, correr atrás de metas é um modo de mostrar que possui autonomia para fazer o seu trabalho sem precisar de ninguém te dando cordas o tempo inteiro. A proatividade é uma característica essencial em um colaborador de startup.

Ao utilizar o produto que a empresa faz você percebe que poderiam existir algumas mudanças, então:

a) Fala que o produto não está bom e precisa de ajustes.
b) Tenta buscar o que o produto poderia ter para melhorar.
c) Não fala nada e aguarda até eles percebam sozinhos o que há de errado.

A criação de um produto novo representa uma constante atualização. E elas só vão surgir a partir do uso contínuo desse empreendimento. Por isso, é essencial essa participação dos colaboradores indicando o que poderia melhorar e como. Sempre que tiver alguma dúvida sobre o funcionamento ou não encontrar onde fica alguma informação, fale com alguém. Quem sabe não é algo que, justamente, estava faltando ao produto.

Quando quer aprender algo você:

a) Pesquisa na internet algum curso e faz online, mas logo perde o interesse
b) Pesquisa cursos, vai a aulas, vê webinars e aplica o que aprendeu no dia a dia.

As startups são empresas que trabalham com a tecnologia, então, o tempo inteiro você precisa se atualizar. Como as tecnologias são muito rápidas, você precisa ser muito proativo e correr atrás para aprender e acompanhar esse ritmo. E, claro, ensinar aos outros o que viu pode ser um ponto importante nesse processo.

Quando faz parte de uma projeto você prefere:

a) Pensar em tudo antes e fazer modificações ao longo do processo.
b) Pensar em tudo antes e fazer tudo da forma como pensou até o final.

Se você não gosta de mudanças bruscas pode ficar com o pé atrás de trabalhar em uma startup. Principalmente porque os projetos começam, terminam e se modificam com uma facilidade muito grande. Se você gosta dessa agilidade e dessas atualizações constantes, com certeza vai gostar de trabalhar em um ambiente assim.

O que achou do teste fit cultural? Mande nos comentários! Acha que tem um amigo que precisa desse teste? Compartilhe com ele!

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Ana Clara Carvalho é escritora, jornalista e blogueira do Diário da Aninha Carvalho. Adora descobrir o que há por trás de séries, filmes e ama escrever, tanto que publicou o primeiro livro aos 20 anos. Além disso, adora gravar vídeos para o canal no YouTube e agora faz vídeos para o Aio também. Ela vai te ajudar a entender o mundo dos cursos on-line tanto para o ensino quanto para treinamentos corporativos como redatora do blog Meu Aio. Então, se quiser falar com a Ana basta comentar abaixo, interagir nas redes sociais ou entrar em contato pelo e-mail: acarvalho@barbaruiva.com. Ah! Ela adoraria ter você como seguidor no Instagram! #FicaDica