Escola do Futuro: a tecnologia dentro de sala de aula

Já parou para pensar nas escolas que temos hoje no país? Elas, com certeza, não acompanharam a evolução da tecnologia. Se perguntar aos seus pais como era a aula quando tinham a sua idade, você poderá se surpreender com a resposta. Isso porque muita coisa não mudou de uns anos para cá. Mas a tendência é transformar tudo, por isso, hoje vamos conversar sobre a Escola do Futuro. E como a rotina de sala de aula se altera com a entrada da tecnologia.

Como é a escola?

O formato de jovens em uma sala de aula foi instaurado na Europa, por volta de VIII aC. Já os modelos prontamente identificados como os que temos hoje podem ter começado na época da Revolução Industrial. Há indícios que mostram as dificuldades das fábricas em conseguirem trabalhadores e através do método de ensino da escola ser possível formar esses tais “trabalhadores de fábrica”.

O que tem de errado?

Imagine a situação e veja como isso pode, realmente, ser possível. Imagine a escola como sendo uma empresa.

Você estuda, eles ensinam o que você precisa saber (ou o que eles consideram importante que você saiba). Te cobram disciplina, fazem intervenções e recebe punições. Tem trabalhos para serem entregues após a ordem de um professor.

Em uma empresa, assim como na escola, você trabalha diariamente. Te cobram disciplina e fazem intervenções. Dependendo de suas atitudes, recebe punições e diariamente tem trabalhos pedidos pelo seu supervisor.

Além disso, a quantidade de alunos existentes em uma sala de aula é enorme e o ensino não propõe reflexões. Assim como os trabalhos em uma fábrica são distribuídos para várias pessoas ao mesmo tempo sem nem ao menos reconhecerem o produto final. A escola é ou não é uma “iniciação” para ensinar a todos a como serem trabalhadores em uma fábrica? Essas são algumas das ideias do professor de história Adriano Leres. Ele compartilhou todas no blog dele. É só acessar aqui.

E há outros pontos importantes para observarmos nessa formação. Além de realizarem a iniciação para nos tornarmos trabalhadores de fábrica, precisam formar consumidores. Aqueles que serão ávidos por consumir tudo aquilo que será feito nas fábricas.

Talvez você esteja se perguntando: por que é ruim, então, formar trabalhadores de fábrica, se é nas fábricas o local onde o mercado de trabalho está inserido?

E a essência da escola?

Agora precisamos entender o motivo da existência das escolas, para assim, notar que a essência do ensino se perdeu ao longo do trajeto.

Imagine que mais do que aprender matérias como matemática, história e física, alunos vão diariamente às instituições de ensino para serem seres pensantes. Para desenvolverem habilidades críticas e entender o seu lugar em sociedade. Para proporem e saberem criticar as situações cotidianas. Vão às escolas para aprenderem a viver em harmonia com a natureza e a sociedade. Mas será que isso está sendo ensinado?

Se formos pensar no padrão da era industrial, notaremos que o ensino proposto é aquele que é simplesmente “repassado” ao aluno, sem inserir nenhuma reflexão. Assim, ele simplesmente “passa para frente” o que aprende na escola. Sem pensar no que aquilo tem de bom ou ruim. Exatamente como um trabalhador na fábrica que faz parte de uma linha de montagem em larga escala. Onde nem ele mesmo enxerga o seu trabalho no produto final. Todo esse processo desencadeia algo chamado de alienação. Que é justamente o que a falta de reflexão dentro das escolas gera aos alunos.

E a formação humana?

Neste processo percebe-se que vários valores podem ter sido deixados de lado. Principalmente agora em que as dificuldades financeiras levaram os pais juntos ao mercado de trabalho. O que garante que os filhos necessitem de uma educação que virá, justamente, de uma influência da escola. O que torna todo esse processo de formação de um “trabalhador de fábrica” e consumidor, ainda mais fácil.

Quando entrevistamos o fundador da Gama Academy, Gabriel Junqueira, para o #AioCast, ele ressaltou exatamente essa questão das escolas serem verdadeiras formadoras desse tipo de trabalhador e que para existir uma mudança nesse sistema, seria preciso mudar a fonte. Assim, apenas com a mudança das escolas, a atual situação da educação mudaria.

Ficou curioso para saber as ideias de Gabriel Junqueira, da Gama Academy? É só apertar o play abaixo ou ler a entrevista completa aqui.

Escolas do futuro existem?

Na primeira aula conversamos sobre como a educação brasileira funciona e os pontos negativos que ela pode trazer da forma como acontece. Agora falaremos justamente sobre as apostas que existem no mundo e no Brasil para mostrar um contraponto e melhorar a educação nas escolas.

Pensando na escola como um todo

Essa mudança vai muito além do que é ensinado e passa também pelo local onde acontecem as aulas. Imagine que uma escola chamada Saunalahti, localizada na cidade finlandesa de Espoo, adotou uma arquitetura toda voltada para deixar o ambiente mais limpo e aberto. Trouxeram janelas maiores e assim tiraram a impressão de um grande cubículo que a sala de aula convencional carrega.

Até a disposição das carteiras foi mudada e passou a ser algo mais em conjunto. Tudo para ampliar a interação do aluno com o professor e assim conseguir discutir pontos importantes além das matérias em sala.

escola do futuro

É só colocar tecnologia no ensino?

Há quem diga que a tecnologia possa ser uma distração em sala de aula e outros que acreditam firmemente que ela traga benefícios aos alunos. Mas a questão de inserir ou não deve ser pensada nos mínimos detalhes.

Mais do que simplesmente colocar um computador em sala de aula, é preciso atrelar maneiras de como essa tecnologia pode melhorar a educação dos alunos. Enxergar formas de acrescentar essa tecnologia é algo positivo, principalmente devido a essa geração de estudantes ter crescido junto com elas. E colocá-las em sala de aula pode até chamar mais a atenção dos alunos.

No Brasil os computadores começaram a entrar de forma tímida as salas de aula. Aqui há uma máquina para cada grupo de seis alunos. Diferente dos países ricos em que a média é de uma para cada dupla.

Entenda o erro

Se formos pensar apenas que computadores serão capazes de melhorar o aprendizado, estaremos cometendo o mesmo equívoco do governo peruano em 2007. Ele resolveu investir na compra de 850 mil computadores para as escolas de crianças e jovens. Porém, após fazer uma análise do rendimento, notou que não ocorreram grandes melhorias em leitura ou matemática ao longo de 5 anos.

Com isso, é possível perceber que não é apenas o ato de “inserir” essa nova tecnologia que mudaria os rumos da educação. Mas sim, acrescentar essa tecnologia no dia a dia do aprendizado do aluno de forma organizada e diversificada.

Como utilizar a tecnologia no ensino

Atualmente, muito se fala sobre a chamada educação a distância, ou EAD. Mas pouco se comenta sobre como isso poderia ser inserido no dia a dia dos estudantes em escolas. Isso acontece mais para o ensino superior. Por isso, agora falaremos sobre como o ensino na escola do futuro poderia ser aprimorado com o EAD.

Quando o assunto é educação a distância surgem muitas críticas em relação a falta da presença de um professor acompanhando todo o desenvolvimento do aluno. Por isso, quando a questão são as escolas do futuro, é possível notar que pode existir uma mistura entre os dois (professor e tecnologia). Para assim proporcionar um melhor aproveitamento do conteúdo e do potencial do aluno.

escola do futuro

Melhor plataforma

Com o desenvolvimento de diversas plataformas no mercado online de ensino existem várias opções para cada tipo de projeto com os alunos. O que mais usado nesse contexto seria o sistema Moodle, que é também o mais usado quando o assunto são universidades. Mas isso não significa que é o melhor para o contexto da instituição de ensino em que você trabalha. Se quiser trabalhar com a inserção de vídeos, por exemplo, o Aio é a melhor plataforma para a escola do futuro.

Material necessário

Apesar disso, é preciso ter em mente que a usabilidade do material deve ser pensada nos mínimos detalhes. Deve ser um material simples e fácil de compreender. Que seja acessado de forma prática em diversos aparelhos tecnológicos como celular, tablet e notebook. Assim, facilita a vida dos estudantes e proporciona mais conforto na hora do estudo.

Professor mais dinâmico

A partir da necessidade da presença do professor durante o estudo é preciso notar que quando o assunto é escola, eles não podem ser deixados totalmente de lado. O ensino à distância nesses casos seria para incrementar e deixar o estudo mais atrativo. Mais do que levar aulas para outros aparelhos tecnológicos, é preciso compreender como eles podem auxiliar nos estudos.

Internet e sala de aula

O para casa e as entregas de trabalhos, por exemplo, poderiam ocorrer inteiramente através da internet. Dessa forma, evitaria que o aluno imprimisse e assim seria uma forma até ecológica e capaz de diminuir o uso de papéis na escola do futuro.

Outro ponto interessante é pensar em exercícios capazes de instigar a imaginação do aluno e até vídeo aulas para que eles conseguissem revisar o conteúdo para as provas. Além disso, seria interessante que os alunos tivessem acesso a todo o material de estudo, livros e textos complementares, através da plataforma. Para assim, facilitar e integrar todo o material em um mesmo local.

Cursos livres para os alunos

Os alunos também poderiam fazer cursos livres através desse dispositivo. Aprofundar em assuntos pouco discutidos em sala de aula e até aprender áreas novas, por exemplo. Quando estiverem estudando para o vestibular, também seria possível disponibilizar provas de múltipla escolha para que testem os conhecimentos.

Então, é preciso conhecer várias plataformas e formatos capazes de proporcionar cada uma dessas experiências aos alunos. Para isso, existem as plataformas do Moodle e do Aio, assim como os formatos em Scorm e Vídeos. Cada um com as suas especificidades e diferenciações. Assim, é importante conhecer todos para então decidir qual o melhor para ser desenvolvido na escola.

Como alterar a rotina da sala de aula do futuro

Agora já sabemos que a rotina na sala de aula precisa ser alterada com a entrada da tecnologia. Por isso, é preciso pensar em formas de melhorar o ensino. Para isso, aprenderemos sobre a aula híbrida, o Flipped Classroom e o Adaptive learning.

Agora você poderá ver o conteúdo de duas formas diferentes. O que aconselho é que assista ao vídeo primeiro e logo depois leia ao texto abaixo para se aprofundar no assunto!

É preciso pensar no papel da tecnologia para melhorar o ensino: Adaptive learning

Se a tecnologia por si só não garante o sucesso do processo de ensino dos alunos, é preciso realmente pensar o que ela pode melhorar no ensino. Por isso, a rede de escolas integrais aqui do Brasil, em Campinas, resolveu incrementar iPads aos materiais de 1.800 alunos. E assim pensaram em uma forma de resolver o desnivelamento dos alunos na questão do aprendizado.

Que uma forma de ensinar dificilmente será atrativa para uma turma inteira de 40 alunos, isso a gente já tem ideia. Mas como fazer com que se mantenham interessados e aprendendo, apesar do desnivelamento de aprendizado? Isso sim é um desafio.

Até que essa escola resolveu criar uma forma de medir o aprendizado dos alunos e propor exercícios que estejam neste nível indicado. Fazendo com que sejam estimulados a crescer.

Como funciona um ensino adaptado?

Por exemplo, um aluno que tem facilidade de aprendizado e está à frente dos alunos na sala, receberá conteúdos cada vez mais desafiadores. Enquanto os que possuem um ritmo de estudo diferente terão outros exercícios.

Assim, todos conseguem aprender, mas com exercícios apropriados para que não percam o interesse nos estudos.

Afinal, as desculpas são inúmeras e variam desde muito complicado, não conseguir acompanhar o desenvolvimento da turma e os que consideram tudo muito fácil. Assim, até os avançados continuam estimulados através de exercícios ainda mais difíceis. Por isso, todos ganham.

Tecnologia no dia a dia dos alunos: a aula híbrida

Já as escolas municipais da prefeitura de São José dos Campos, em São Paulo, foram estimuladas a partir de um projeto chamado Escola Integrada, que seria uma escola do futuro. Nele, os alunos ganharam tablets que se integram ao uso de livros e cadernos durante as aulas.

Além disso, as salas ganharam telas interativas e projetores, o que faz com que as aulas tenham ainda mais interatividade. Além disso, as atividades realizadas pelos alunos em sala podem ser monitoradas pelo professor, que também consegue ver o desenvolvimento do aluno (erros e acertos de questões) e assim ajudá-lo a melhorar.

Em um colégio particular, chamado Loyola, o ensino híbrido também é utilizado. Com isso, as atividades aliadas às aulas são realizadas em um iPad. Cada aluno possui o seu aparelho que é interligado a uma plataforma de ensino chamada Moodle.

Inversão de atividades: Flipped Classroom

Uma professora de matemática da noruega, chamada Elisabeth Engum, resolveu mudar a dinâmica da sala de aula na escola do futuro. Com isso, inverteu os papéis. E passou a dar vídeos para que os alunos assistissem em casa com a matéria que daria em sala.

Então, durante as aulas na escola do futuro eles faziam atividades mais dinâmicas capazes de relembrar o conteúdo visto em casa. Esse novo conceito de aula foi denominado por ela de flipped classroom, em português, aula invertida.

Essa é uma forma bem interessante de fazer com que os alunos sejam ainda mais responsáveis. Isso porque, para que eles entendam as atividades realizadas dentro de sala, terão que assistir, realmente, aos vídeos feitos pela professora anteriormente.

O Aio é uma ótima plataforma para utilizar nesse modelo. Principalmente porque dá para colocar vídeos e documentos de forma muito bem organizada.

No Aio é possível acompanhar se os alunos estão assistindo ao conteúdo, onde repetem e até onde pulam o vídeo. Os alunos conseguem interagir através de comentários abaixo de cada vídeo, o que facilita a comunicação entre colegas de sala e professores.

Viram como é possível inserir a tecnologia de maneira inteligente na escola do futuro?

escola do futuro

Qual plataforma é capaz de melhorar o aprendizado?

Existem algumas plataformas disponíveis online que podem favorecer e melhorar o ensino na sala de aula. Agora falaremos da que abrange um suporte em vídeo capaz de se adequar às tendências do mercado.

Conteúdo em vídeo na escola do futuro

Atualmente, existe um número crescente de pessoas que assistem aos conteúdos na internet em vídeo. O mais interessante é que essa atração vai dos mais jovens até os mais adultos. Imagine que apenas na plataforma do YouTube, por exemplo, já são mais de 85 milhões de usuários. Se pensarmos que 102 milhões de pessoas tem acesso à internet no país, as que consomem vídeo no YouTube correspondem a 80% dessa quantidade.

Algo que preocupa inclusive meios tradicionais como a televisão que precisa encontrar outras formas de atrair as pessoas. Uma delas veio com o surgimento da Netflix. O streaming de vídeo de mais sucesso hoje no país já possui mais de 6 milhões assinantes. Com isso, outros meios de comunicação tradicionais, como a televisão, por exemplo, já viram neste segmento um atrativo e uma forma de continuarem atraindo o público.

3 exemplos de investimento em vídeo atualmente

Por isso temos alternativas atualmente como o Globo Play, em que é possível assistir aos programas e novelas da Rede Globo através de um aplicativo. Como o SBT também fez em um site, mas de forma aberta, por exemplo. Essa tendência do vídeo é tão crescente que até o projeto do governo de ensinar jovens e adultos para o ENEM se chama MEC Flix, esse nome nos lembra bastante Netflix.

Com isso, é possível notar que plataformas que valorizam a presença do vídeo estão em destaque atualmente.

Qual a plataforma ideal para vídeos?

Por isso, uma boa forma de começar seria utilizando algo que valorizasse isso também. Plataformas LMS podem ser interessantes para o ensino sim, mas pecam no quesito vídeo e interatividade. Além da usabilidade não ser das melhores. Com isso, a utilização de vídeos como a plataforma do Aio propõe seria a mais intuitiva para a utilização de uma sala de aula mais moderna e dita do futuro.

Os vídeos são uma forma interessante de serem inseridos na escola do futuro. Isso porque os alunos podem ter acesso ao conteúdo no local onde estiverem, podem utilizar para reverem a matéria antes de provas e até para conseguirem uma aula mais interativa com a tecnologia.

Veja como utilizar o Aio na escola do futuro apertando o play abaixo:

Experiência do aluno com as aulas

Assim, mais do que pensar em como as aulas devem ser, é preciso pensar também na experiência do aluno com as aulas. Como ele vai aprender e como será o desenvolvimento dele. Se formos pensar em uma aula invertida, por exemplo, o Aio seria a forma mais atrativa para que o aluno pudesse ver, no conforto de sua casa, os vídeos. Poderia até baixar o material caso a internet não seja tão boa no local onde mora. Assim o conteúdo fica disponível para ele onde quer que vá. Isso tudo através de uma plataforma que se encaixa aos diferentes tamanhos de tela, seja no computador, tablet ou celular.

É interessante ressaltar que existem diversas aulas prontas na internet a espera de um clique para download. Mas nem sempre vão seguir os padrões de ensino da instituição ao qual você trabalha. Por isso, é sempre importante pensar na produção de conteúdo próprio. Algo personalizado para o ensino que querem dar aos alunos. É preciso pensar em um conteúdo que seja ensinado de uma maneira lúdica e que condiz com o que a escola quer.

Agora sim, acredito que a partir daqui você já conseguirá desenvolver um projeto incrível que seja pautado no ensino com as tecnologias dentro de sala. E assim, transformá-la em uma verdadeira escola do futuro.

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Ana Clara Carvalho é escritora, jornalista e blogueira do Diário da Aninha Carvalho. Adora descobrir o que há por trás de séries, filmes e ama escrever, tanto que publicou o primeiro livro aos 20 anos. Além disso, adora gravar vídeos para o canal no YouTube e agora faz vídeos para o Aio também. Ela vai te ajudar a entender o mundo dos cursos on-line tanto para o ensino quanto para treinamentos corporativos como redatora do blog Meu Aio. Então, se quiser falar com a Ana basta comentar abaixo, interagir nas redes sociais ou entrar em contato pelo e-mail: acarvalho@barbaruiva.com. Ah! Ela adoraria ter você como seguidor no Instagram! #FicaDica