4 erros (bobos) que recrutadores cometem na hora de procurar novos funcionários

Você tem dificuldades em encontrar o funcionário certo para a sua vaga e não sabe o motivo? Será que o RH da empresa ou o setor responsável pelo recrutamento utiliza as formas corretas para encontrar um novo funcionário? Separamos 4 erros de recrutadores que podem até acontecer na sua empresa e você nem imaginava!

4 Erros de recrutadores

Durante vários episódios do AioCast falamos sobre a questão da escolha do melhor funcionário. Então, vale dar o play e ouvir algumas dicas dos fundadores de startups em constante crescimento. (Ouça todos aqui).

Mas, o conteúdo desta postagem foi pensado através da entrevista que fizemos no #AioCast com Bernard De Luna, da Buniee. Ouça abaixo:

1. Colocou o anúncio da vaga no lugar certo?

Há uns vinte anos atrás as empresas escolhiam uma página de aplicação para colocar as vagas abertas. Mas um dos erros de recrutadores é justamente isso. Atualmente pouca gente sabe que isso não funciona tão bem. São poucas as pessoas chegam assim até uma vaga.

Sabia que 75% das pessoas atualmente não estão procurando um emprego. Então, possivelmente essa página de aplicação só atrairia esses 25% restantes. E o que isso significa?

erros de recrutadores na hora de buscar funcionarios quem está procurando emprego agora

Essas 75% não estão a procura de emprego, justamente, porque já possuem um e são boas no que fazem. Essas outras podem não ser tão boas. Por isso, estão a procura de um emprego. Então, quais pessoas a sua empresa deseja atrair?

As boas, certo? O jeito certo de chegar até essas 75% seria através de um recrutamento ativo e que comece pelas redes sociais.

Mas não é só postar ali na página da empresa e torcer para que alguém compartilhe. É preciso ter uma posição boa e um relacionamento bom na rede. Assim, ao abrir uma vaga não será preciso grandes esforços para que seja encontrada. As pessoas vão querer aquela vaga e querer lutar por ela.

Imagine, então, se fosse algo anual? Melhor ainda. Assim será preciso criar uma cultura da aquisição de talentos ou, melhor ainda, a cultura do employer branding. E assim melhorar cada vez mais os processos de seleção dentro da empresa.

2. Utiliza métricas sobre o setor?

Já parou para pensar se você fez uma boa contratação? Esse é um dos pontos principais e nos esquecemos de medir o desenvolvimento do contratado ao longo dos dias. Mas como assim? O RH e os recrutadores deveriam se interessar mais pelo chamado people analytics. Assim, eles poderiam entender se aquele empregado contratado está realmente rendendo frutos dentro da empresa. E ainda medir muito mais.

Até na busca por um candidato é possível usar métricas. Basta analisar o mercado para aquele segmento e ver como os trabalhadores estão atuando.

Imagine que deseja contratar um desenvolvedor. Sabia que 1 em cada 4 desenvolvedores pretendem trocar de emprego a cada 3 meses? Então, o que fazer se aquela pessoa que você quer contratar já passou de 3 meses em uma outra empresa? As chances de você chamar para uma entrevista e ela aceitar é muito maior!

Portanto, saber monitorar e agir através de possíveis métricas é essencial até para uma contratação.

erros de recrutadores análise

Outras duas métricas, por exemplo, são: indicação e demora para preenchimento de vaga.

3 em cada 4 desenvolvedores acreditam que vão arrumar um emprego após uma indicação. Isso indica que é preciso melhorar cada vez mais a cultura da empresa. Assim as pessoas vão querer indicar outras para trabalharem naquele mesmo ambiente.

Vale até observar o tempo que demora no Brasil para se preencher uma vaga. Vamos colocar como exemplo que a média de tempo era de 42 dias, em 2016. Então, como conseguir medir essa média dentro da empresa? E, principalmente, tentar diminuir esse período de tempo? Essa é mais uma das métricas que poderiam ser utilizadas no RH.

Portanto, para usar métricas é preciso observar o cenário social e assim conseguir extrair algo quantificável.

3. Será que você consegue pagar esse funcionário?

Já ouviu falar sobre os talentos da sua cidade irem buscar emprego em outros locais? Ou até irem para o exterior?

Isso é algo que acontece frequentemente. Afinal, algumas empresas não conseguem “pagar” o que aquele talento realmente merece. Ou não conseguem manter por muito tempo na empresa.

Muitas empresas acabam não tendo fôlego financeiro para segurar uma proposta. E, o pior. Não são capazes de reter um funcionário pela cultura da corporação.

Essa retenção de funcionários pode ser baixa por vários motivos. Dentre eles, não ter um padrão de incentivo para metas cumpridas bem organizado pode ser um problema. E até não ter como cobrir as propostas que ele recebe do mercado, podem acabar com uma contração.

Para resolver os problemas de incentivo, vale ir além do dinheiro. Receber incentivos em dinheiro pode ser animador nos primeiros meses mas nos meses seguintes, não.

Pense em algo que vá valorizar todo o setor onde ele trabalha. Bonificações assim ou em festas valorizam a felicidade do colaborador sem pensar em objetos e ganhos exteriores. Sem contar que gera um “buzz” interior. Isso faz com que os funcionários acreditem que a empresa se importa com eles. E existem ainda outras formas de deixar o colaborador mais motivado.

4. Ele tem o fit cultural da empresa?

Muito se fala sobre encontrar alguém com fit cultural mas pouco se explica sobre isso. E isso é um dos erros de recrutadores mais comuns atualmente! Então, como encontrar essa pessoa que tem o fit cultural certo para trabalhar na sua empresa?

Toda empresa possui um código de cultura que deve ser seguido por todos os integrantes. A Rock Content, por exemplo, preza pela educação. Por isso, o código de cultura deles é totalmente baseado no aprendizado contínuo. Na Trustvox é a honestidade e sinceridade. Já ouvimos falar também que não adianta criar um código em que os próprios donos da empresa não se enquadrem nele. Esse código vem caminhando junto com a empresa desde o primeiro dia.

Código de cultura

Esse caminhar deve permanecer alinhado com as ideias do código de cultura da empresa. Por isso, é preciso que todos os funcionários que entrarem estejam alinhados à essa cultura.

Por exemplo, quem entrar na Rock precisa ter essa sede por aprender coisas novas. Ao mesmo tempo em que uma pessoa que tem aversão a honestidade não entraria de jeito nenhum na Trustvox. Eles escolhem as pessoas de acordo com as condutas e valores da empresa. Olham até se ela se acostumaria ao ritmo proposto por eles. Para que assim, realizem uma escolha certeira.

E, claro, quem é que odiando estudar ia aguentar ficar na Rock Content por muito tempo? Utilizando o Fit Cultural na hora de contratar as empresas também evitam que o turnover seja muito grande.

E, ai? Estava fazendo alguns desses erros em sua empresa? Já sabe como resolver a situação? Qualquer dúvida é só mandar nos comentários!

Essas foram as dicas de hoje. Se quiser entender tudo sobre esses erros de recrutadores de uma forma ainda mais detalhada, vale ouvir o AioCast!

Conhece outros erros de recrutadores? Mande nos comentários para que assim possamos alertar o maior número de pessoas!

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Ana Clara Carvalho é escritora, jornalista e blogueira do Diário da Aninha Carvalho. Adora descobrir o que há por trás de séries, filmes e ama escrever, tanto que publicou o primeiro livro aos 20 anos. Além disso, adora gravar vídeos para o canal no YouTube e agora faz vídeos para o Aio também. Ela vai te ajudar a entender o mundo dos cursos on-line tanto para o ensino quanto para treinamentos corporativos como redatora do blog Meu Aio. Então, se quiser falar com a Ana basta comentar abaixo, interagir nas redes sociais ou entrar em contato pelo e-mail: acarvalho@barbaruiva.com. Ah! Ela adoraria ter você como seguidor no Instagram! #FicaDica
  • Julio Cesar

    Querida, vc se esqueceu de exigir demais para a vaga, por exemplo, exigir inglês sendo q função não tem essa aplicabilidade.

    • @disqus_7elLdGgqAv:disqus, boa lembrança! Tem razão, vemos muitas vagas exigindo um mundo de coisas que são ou desnecessárias para vaga ou completamente desproporcional com o cargo e salário. Infelizmente isso ainda é mais comum do que imaginamos.