Implemente já o flipped classroom na sua empresa

O método flipped classroom consiste em basicamente cumprir o que sua tradução do inglês ao português aponta: uma aula invertida.

Utilizado na Escola de Medicina de Stanford, na Penn State University e no curso de Física de Harvard, entre outras grandes instituições de ensino, o tipo de aula propõe o estudo antes que ela comece.

Para isso, o professor propõe textos, vídeos e materiais extras a serem estudados pelo grupo, exigindo dedicação além dos encontros comuns. Com o método, as “aulas” teriam um formato menos expositivo, tratando de eventuais dúvidas, debates e exemplificações da teoria estudada. Apesar de ser utilizado de forma mais pontual em universidades, o formato da flipped classroom pode facilmente ser adaptado para treinamentos corporativos internos.

Com a flipped classroom, o professor torna-se um mentor e mediador das discussões, guiando os alunos ou colaboradores para o rumo certo. Além disso, o método torna o encontro mais dinâmico. Assim, quebra a seriedade do momento introdutório, geralmente expositivo, em que o responsável aborda um tema inédito e tenta explicá-lo aos ouvintes. Com o método, os alunos chegariam à aula ou treinamento já embasados minimamente, facilitando a compreensão e a troca de opiniões.

Por que incorporar a flipped classroom nos seus treinamentos?

Com a modernização da sociedade em tantas esferas, o ensino e as empresas também precisam participar das inovações. O formato tradicional de aula já torna-se ultrapassado em escolas e universidades, imagine só quando aplicado na esfera do trabalho, em que a rotina possui muito mais cobrança e correria. Apesar disso, empresa também pode (e deve) ser um local de aprendizado. A visão dos funcionários exclusivamente como servidores fica a cada dia mais para trás.

E pensando na capacitação, retenção de talentos e criação de um ambiente agradável para obtenção de melhores resultados, as empresas buscam por treinamentos cada vez mais eficazes. Estes então precisam ter um caráter dinâmico, descontraído e que gere engajamento dos colaboradores.

Quais os desafios da flipped classroom?

Para que o método funcione de forma eficiente, tanto professores quando alunos precisam passar por adaptações ao formato diferenciado. Aqueles que passarão o conteúdo deverão estar aprofundados na temática, preparados para a mediação e para questionamentos maiores, além do apresentação de estudos de caso. Já os colaboradores deverão se acostumar à dinâmica de dedicar tempo fora da sala de aula para o estudo.

Existe um desafio da aula invertida que exige habilidade intensa do professor. Isso se refere ao cuidado para que os conteúdos em sala sejam diferentes dos vistos em casa. Se forem iguais, pode ser que haja uma evasão da equipe.

E se o seu o colaborador acreditar que sozinho conseguirá aprender melhor? Ou seja, só consumindo os conteúdos extras sem participar das reuniões, conseguirá o mesmo resultado? Com isso, o método se torna falho. E o contrário também acontece. Já que da mesma forma, se o aluno não se empenhar no estudo prévio e confiar apenas nos detalhamentos em sala, o Flipped classroom se perde. Já que o conteúdo pré e durante a aula deve estar cuidadosamente alinhado e diferenciado.

Como implementar o método?

Entenda qual o melhor formato para sua equipe

Como líder, é fundamental que você conheça seus colaboradores. Só assim compreenderá qual tipo de conteúdo se adequa mais às suas funções. O formato mais tradicional é o textual. Entretanto, também podem ser divididos áudios, vídeos, games e qualquer outra forma de material. Um bom exercício é pensar no perfil do seu colaborador.

Se sua equipe conta com trabalhos mais criativos, menos regrados, como a criação publicitária, é provável que conteúdos leves e descontraídos tenham aplicação mais fácil. Com isso, vão empolgar mais os colaboradores do que textos teóricos. Já se sua equipe for relacionada a assuntos como política ou economia, eles provavelmente não se sentirão totalmente desconfortáveis estudando textos mais densos.

Mas lembre-se: conteúdos leves, como vídeos e games sempre são os mais práticos. O treinamento corporativo não deve vir como um peso para o colaborador. Vídeos curtos, claros e objetivos, trazendo conceituações e contextualizações relevantes, por exemplo, são um formato adequado para a maioria dos tipos de colaboradores por não interferirem de forma agressiva ou maçante.

Utilize redes sociais ou plataformas especializadas

Como gestor de pessoas em um momento tão intrínseco ao convívio nas redes sociais, você não pode tê-las como suas inimigas. Grupos e páginas podem facilitar o compartilhamento de conteúdo. Além de gera uma troca de opinião pré e pós-aula e do compartilhamento de conhecimento. Por exemplo, algum livro ou vídeo citado no momento do treinamento pode ser posteriormente colocado em um grupo para o intercâmbio de informações.

Existem também plataformas específicas para o acompanhamento de turmas, como o Schoology. Nelas, o professor pode publicar conteúdos, criar fóruns de discussões e afins. Enquanto o Schoology ajuda você a estar em contato com os alunos e colaboradores, plataformas como o Aio colaborarão com a produção do seu conteúdo.

Pesquise boas fontes ou crie-as

Como falado anteriormente, o conteúdo extra da aula invertida, seja qual for o seu formato, deve ser agradável e eficiente. E, claro, deve prender o aluno, já que este precisará dedicar tempo da sua rotina para o estudo. Qual será a principal fonte de conteúdo?

Uma sugestão é pensar que o material pode ser produzido por você e pelos outros gestores. Quem melhor para aplicar o conhecimento às necessidades do seu mercado e da sua equipe? Ficou interessado pelo método da flipped classroom? Saiba então como planejar uma aula de forma eficaz e produtiva.

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Mariah (lê-se Mariá) é contadora de histórias por natureza; jornalista e escritora em processamento. É apaixonada por literatura e por temáticas atuais, como redes sociais, marketing e blogs. Inclusive, tem seu próprio blog, o Tempo Verbal, onde escreve desde crônicas até listas e um monte de coisas.